terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ser (sombra)

Não se sabe ao certo o que é ser. Ser. Penso, logo existo; penso, logo sou. Seríamos então nossa própria sombra? A sombra que enquanto caminhamos nos torna algo? A sombra que em nossa caminhada diária nos torna um absoluto nada? A sombra. 

A sombra que guia, que impulsiona, que frustra. 
A sombra que direciona um olhar ao prazer. 
Ao tesão. Ao prazer. Ao ser.
Ao ser (sombra)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ele não via a hora de vê-la sorrir.

Marcos conheceu Bruna no verão de 2009. Tudo acontecia da maneira mais ingênua possível, conversas inocentes por um mero comunicador instantâneo na internet. Algo mais inocente que isso, difícil encontrar. Trocavam músicas, conversavam sobre tudo, mesmo que superficialmente.
"Está calor, imagino aí então", disse Marcos, que vivia em Curitiba. Já Bruna vivia no litoral paulista, Guarujá.
"Quer namorar comigo?", perguntou Marcos, sem deixar que Bruna contestasse seu comentário sobre o tempo. 
"Que? Você está falando sério?"
Ele não tinha nenhuma noção do que havia perguntado e sequer sabia o por que de ter perguntado aquilo, não sabia o que estava fazendo, mas algo o levou a perguntar aquilo. Sem pestanejar, respondeu: "Claro!". Bruna, sem acreditar, se protege: "Você não está brincando com a minha cara, né?". Ele respondeu que não.
Aquilo não era um namoro, mas era. Eles nunca haviam se visto, mas Marcos percebeu que, após fazer a pergunta sem pensar, sentia algo muito forte por ela. 
Tudo ficou mais bonito. Tudo ficou melhor. As conversas fluíam, se conheciam e um era feito para o outro. Dois dias depois, Bruna tinha uma festa para ir, não podia faltar. 
Primeira madrugada em que Marcos passou sem conversar com ela desde que começavam o tal "namoro". 
"Te traí", disse a garota. Ele não podia acreditar. Será real? Seria ela que estava brincando com seu sentimento? "Foi só um beijo, ele é meu amigo, não passa disso". Ele acreditou, mas não deixou barato. Ele também tinha uma festa para ir no outro final de semana e traiu Bruna, porém fez pior, nada contou a ela. Tudo continuou bonito, melhor impossível. Se conheciam mais e mais e tinham a certeza do que sentiam. Apesar da traição, Marcos jamais duvidou do que sentia pela jovem garota.
Chegou o grande momento. Ele se deslocava de Curitiba a São Paulo. Ela se deslocava do Guarujá a São Paulo. A ansiedade e o medo tomavam conta dos dois. 
Depois de esperar horas por seu amigo na rodoviária, Marcos chegou à casa onde ficaria hospedado, sequer conseguia dormir. Naquela tarde conheceria a pessoa que mais amou. Bruna e Marcos ficavam horas no telefone poucas horas antes de se encontrar, revelando suas aflições e a tamanha alegria de finalmente olharem um no olho do outro.
Se encontrariam no Parque Municipal. Marcos foi com seu amigo e amigos de seu amigo. Tudo estava feito. O tempo imprevisível da capital paulista fechou. 
Trovões, raios, cinza.
"Alô, Bruna? Estou na frente do Monumento. Onde te encontro?".
"No portão 8. Vem que vai começar a chover".
Marcos deu voltas e voltas e não encontrava a garota que tanto esperava. O que estaria acontecendo? Passava batido e não encontrava. Ele pediu informações.
"Boa tarde, onde fica o portão 8?"
"Oi gato? Daonde você é?" - disse um garoto um tanto afeminado. 
"Do Paraná, por favor, onde fica o portão 8?", respondeu Marcos, com receio.
"Não vai lá não. Vamos dar uma volta?".
Marcos corria, sendo seguido pelo garoto afeminado. Começava a chover forte. Depois de dar inúmeras voltas, finalmente encontrou o portão onde daria de frente com Bruna. 
"Oi", disse Marcos, retribuindo um beijo no rosto ainda tímido.
"Oi!", respondeu Bruna, acompanhada de alguns amigos, completamente solta e sem esboçar qualquer reação.
Ele queria ir ao shopping, Bruna queria continuar com seus amigos. "Ela não gostou de mim", pensou imediatamente. Depois de muita conversa, ele a convenceu a seguí-lo. No shopping, Marcos encontrou seus amigos e Bruna logo se enturmou, de fato, parecia que já se conheciam há tempos, um conhecia qualquer reação que o outro pudesse esboçar. Riram a toa, conversaram, tomaram Coca sem gás que tanto curtiam. Depois de horas juntos, cada um seguiu seu rumo e foram para suas casas. Ela estava hospedada em sua tia.
No outro dia, logo pela manhã já se encontrariam em uma estação de metrô. Lá se encontraram e passaram a andar pelas ruas de São Paulo, sem rumo. Trocaram seu primeiro beijo. Ela teve a iniciativa, ele se assustou, e teve a certeza de que a amava.
Daí se passaram longos 15 dias. O tempo passou rápido. Ele tinha que voltar à sua cidade para seus estudos, ela idem. Ele fazia faculdade, ela terminaria o ensino médio no próximo ano. Na manhã da despedida, ele já acordou chateado, triste, com um nó na garganta. Ela idem.
Se encontraram no início da noite e pegaram o ônibus em direção à rodoviária. Ele não falava nada. Apenas continha o choro. Ela tentava conversar. Ele apenas segurava a sua mão e curtia seus últimos momentos juntos em completo silêncio. Trocaram cartas, um com o perfume do outro, para não se esquecerem de tudo o que viveram. Tudo parecia um sonho. Conversaram enquanto esperavam o ônibus, que chegou. Se despediram, sentiam a pele na pele pela última vez. Ele disse a ela: "Eu mal vejo a hora de te ver sorrir novamente". Ela sorriu.
Ele mal saiu de São Paulo e Bruna já ligava pra ele. "Está tudo bem? Vou pegar meu ônibus daqui a pouco. Te amo", disse. Sua alegria era tamanha.
Chegaram às suas cidades, e lá voltaram cada um em sua rotina. Março chegou, e com ele, a tempestade. Ela pediu um tempo da relação.
O chão de Marcos desaparecía de seus pés. Ele havia deixado de lado seus amigos para viver um amor platônico. Ela parecia não ligar. "Você não faz meu tipo", dizia Bruna. Ele não entendia. Quinze dias depois, ela queria voltar. Ele, sem hesitar. aceitou. 
Não se passou um dia e novamente Bruna dava fim à história. "Eu não quero mais você. Aliás, por que você não muda esse seu cabelo? Olha sua roupa, olha sua cara. Você não passa de um imbecil, um idiota. Como tive coragem de ficar com alguém do seu nível?". Ingenuamente, ele tentava se moldar à maneira que ela queria. De nada adiantava. Desesperado, Marcos não pensou duas vezes. "Para! Chega! Não estou aguentando. Quer terminar? Termina logo, termina, termina, termina, termina!", dizia Marcos aos prantos, completamente desesperado. "Tá", disse Bruna. Tudo estava terminado.
Ele foi à faculdade com o choro entalado. Entrou na sala de aula, e despejou todas as lágrimas possíveis e impossíveis. Seus amigos tentaram ajudar. De nada adiantava. Ele inventada histórias para que seus amigos o tentassem consolar, porém o consolo era inútil, já que ninguém entendia o verdadeiro motivo de seu desespero. Ele, que estudava fora, passava horas refletindo dentro de um ônibus, esperando a hora de chegar em casa e poder conversar com Bruna. 
"Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de...", Marcos desligava, completamente descontrolado e sempre aos prantos. Não sabia fazer nada mais do que chorar. Seus amigos consolavam o inconsolável. Ele tentava dar fim a sua vida. Depois de pequenas tentativas, ele não sabia o que fazer.
Queria morrer. Não queria morrer. Apenas queria amar. Ingeriu uma quantidade considerável de remédios para anestesiar-se da intensa dor que sofria. Bruna já não mantinha qualquer tipo de contato. Ele sentia seu mundo desmoronando. Já não havia uma gota de saliva em sua boca, seu coração acelerava, acelerava, acelerava. Ele sabia que ia sobreviver, mas por algumas horas não pensou em nada a não ser querer viver. Apenas queria se sentir vivo. E se sentiu. Apenas algumas horas no hospital acabaram com sua dor física. A depressão o assolava. Parou a faculdade e seguiu sua monótona vida na mais profunda solidão. Tinha seus amigos, porém não encontrava a plenitude.
Terapia. Solução. Ele encontrou. Conversar fez bem para ele. Ele se livrou dessa após meses de luta. Se livrou da tristeza profunda, se livrou da solidão e dos maus pensamentos. Hoje ele segue sua vida normalmente, estuda, sai com os amigos, faz o que lhe dá vontade, algo que Bruna fez sem maiores esforços. A única coisa que ele desaprendeu foi a arte de amar.
Ele não via a hora de vê-la sorrir. Nunca mais teve a oportunidade.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Não leve a mal.

Ainda me pesa a consciência. Quando fazemos algo muito sem pensar e isso gera uma repercussão nada esperada. Quem nunca errou? Quem nunca disse algo não apropriado de cabeça quente?
Eu escrevo. É assim que desabafo. É assim também que me arrependo e me desculpo.

Família.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Como somos vistos?

O ator e agora diretor Sylvester Stallone reacendeu algo interessante a ser debatido: afinal, qual a imagem do Brasil no exterior?
Para nós, brasileiros, poderíamos pensar que nos veem como fanáticos por futebol, carnaval e bundas. Nada tão ofensivo (para mim é, mas que seja). "Você pode explodir o país inteiro e eles ainda dizem: Obrigada! Aqui está um macaco para você levar de volta para sua casa", disse o ator. Como reagir em uma situação dessas?
O assunto é o mais comentado no mundo, no Twitter, com o já conhecido "Cala Boca", dessa vez direcionado ao americano. Mas reacendemos a discussão: seria possível tanta ignorância?  O que será que é ensinado nas escolas americanas de modo que ainda haja tal pensamento? Não é possível que se trate com rechaço alguma nação que possua uma fauna rica e exuberantes florestas (ainda que nem nós próprios demos o devido valor a elas). Muito me envergonhava só a maneira como éramos vistos: pessoas que só pensavam em futebol e apenas admirávamos belos pares de seios. Obviamente que não preciso entrar em detalhes do que realmente somos: depois de muita luta e passarmos por sérios problemas, finalmente nos tornamos uma economia sólida, economistas defendem que, se continuarmos como estamos, nosso país chegará a ser uma potência mundial, e ainda nos deparamos com pessoas de tamanha ignorância e pensamento extremamente retrógrado. O que pensar? 
O ator já tratou de se retratar. Em nota, o ator afirma: "Eu sinceramente gostaria de me desculpar às pessoas no Brasil e à produção do filme. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e eu falei para todos os meus amigos filmarem lá". Adiantou de algo? O ator teve ótimas experiências no país, indicou seus amigos a filmarem aqui, mas infelizmente segue achando que daremos um macaco de presente a um turista caso o país explodisse, e ainda agradeceríamos! Vergonha, Stallone. Só isso que sentimos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Me livre!

Deus! Me livre das pessoas,
me livre da monotonia, da alegria.
Deus! Me livre do profundo silêncio
e da caretice que cansa.
Deus! Me livre da desesperança e
do otimismo. 
Deus! Me livre das companhias,
me deixe sozinho.
Deus! Me livre do preconceito
e da ignorância.
Deus! Me tire o calor, o humano,
o sentimento e a afeição.
Deus! Me cansei. Me tira daqui.

Deus?

sábado, 3 de julho de 2010

Eram só palavras.

Não acho que tudo tenha sido tão simples como eu sempre planejei, aliás, sempre fui de fazer planos para que nada desse errado. Confesso que nem sempre as coisas saíram como o planejado, embora eu seja de fazer o possível e o impossível para que saia como esperava. Mas e quando não planejamos e tudo ocorre ao revés?
 
Era amizade, era amor, era tesão. O que era? Uma mera junção? Junção que eu sequer podia expressar; impossibilitado estava. Como manifestar? 
Manifestei da maneira mais coerente e que me satisfazia e em mim, se tornava um círculo vicioso, que não poderia deixar de lado. Abraços, carinhos, gestos, amor: palavras. Foi a maneira que encontrei de manifestar meus sentimentos. Dar um abraço, manifestar meu carinho, gesticular meus sentimentos, manifestar meu amor, tudo por palavras. Seja pela mesquinharia falada ou pelo riso contido, tudo me satisfazia e me sentia no céu.
Não me perguntem o que pode ter destruído tudo isso, que a mim me dava tamanha alegria. Hoje, confesso não ter explicação.
Não manifesto mais nada, sequer tenho vontade. Fujo. Fujo para a minha solidão. O que antes manifestava apenas em palavras, hoje, o silêncio e a reclusão me satisfazem. Longe de você.

domingo, 27 de junho de 2010

Digeri e aceitei. Isso é pop!

Demorei para pensar em comentar sobre o vídeoclipe Alejandro, da sempre excêntrica Lady GaGa. Antes, parei para ler críticas e ouvir comentários de meros fãs que se dizem entendedores da música. Não que eu seja qualquer referência, mas qualquer um que tenha cérebro, seria capaz de identificar qualquer mensagem presente no clipe, e simplesmente se encantar!
É próprio da música pop o uso de influências, jamais haverá algo inovador ou - usando melhores palavras, algo original. As referências sempre estarão presentes; e GaGa é o exemplo perfeito: identificando-se com Madonna (obviamente), Queen, Marilyn Manson, Kylie Minogue; isso para citar os exemplos mais recentes. Mas não vou me ater a esses detalhes, e sim ao contexto do vídeo.
Sem contar as referências da música, GaGa faz claras críticas à Igreja Católica, não só a ela, mas qualquer instituição religiosa que condene a homossexualidade ou coisa que o valha. Lady deseja de todas as formas o amor de Alejandro, Fernando e Roberto, mas os três, homossexuais, rejeitam o amor da jovem mulher, a jogando de um lado para o outro; revoltada, GaGa (possuída por um certo demônio), mata Alejandro - isso já chegando ao final do vídeo. Antes, uma reunião de homossexuais fazem referência às tropas alemãs, comandadas por Hitler, que além da perseguição aos judeus, fazia o mesmo com os homossexuais, mesmo o nazista sendo homossexual, obviamente não se aceitando.
Com imagens do Holocausto ao fundo, os militares dançam e se agridem mutuamente, tudo sobre os olhares do comandante (representado por GaGa).
Tem crítica mais profunda? E quanto à americana engolir um terço? Algo que vi que foi muito criticado. Por que muitos religiosos se chocaram com a cena? Não era isso que a Igreja Católica fazia? Quando seus fiéis estavam possuídos por algum tipo de demônio (segundo a Igreja), simplesmente lhes era enfiado guela abaixo, um terço! Para que assim, os demônios fossem expelidos pela boca (cena clara no final do vídeoclipe). 
E quanto à cruz invertida - quando GaGa vestida de religiosa por não ter conseguido o amor de Alejandro - a exibe em suas partes íntimas?
Referência a São Pedro, apóstolo de Jesus Cristo que, condenado à morte - crucificação - não aceitou ser crucificado da mesma forma que Cristo, pois não era digno de morrer da mesma forma que o Senhor, e desse jeito, morreu crucificado de ponta cabeça. 
Algo bonito de se ver. 
E ainda tem religiosos simplesmente hipócritas que ainda criticam. E ainda tem admiradores da música que dizem que o vídeo nada mais passa do que cópia barata de Madonna, ou algo do tipo. Música é isso, pop é isso. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Se eu quiser beber, eu bebo.

O post antigo deu o que falar. Mas enfim, fica a dica aqui: o que eu não curto, independente de ser família ou não é a fofoca desnecessária, e se meter na vida dos outros por coisas desnecessárias ou que não nos acrescente em nada, não é legal.
Isso independente de ser da família ou não, mas não nego que me dói um pouco mais em saber que são pessoas do meu sangue.
Perdão aos ofendidos.

Qual o problema em investigar?

Posso parecer mais um mero ignorante em estar comentando isso, mas me arriscarei. Está no noticiário nacional o famoso dossiê organizado pelo PT contra o presidenciável José Serra (PSDB). Encontraram falcatruas? Encontraram coisas que não são dignas de um candidato à Presidência da República? Pelo amor de Deus! Qual o problema em isso ser divulgado? 
É crime prestar assistência à sociedade? Quando fiquei sabendo que encontraram muitas provas contundentes contra o tucano, já logo me perguntei: cadê?
Cadê? É o que todos os brasileiros querem saber. Não só as sacanagens dos tucanos, mas também por que não dos petistas, seja lá de quem for, a sociedade sempre exigirá explicações. E no meu direito de eleitor e acima de tudo, cidadão, preciso saber o que de fato se passa.
Não se devem esconder provas por mero interesse eleitoral, seja lá de quem for.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

África do Sul passa verdadeiros ensinamentos

Confesso que pouco esperava da cerimônia de abertura da 19ª Copa do Mundo FIFA. Aliás, sequer me caía muito bem a ideia da realização do mundial em um país que em meio a tantos problemas, teria que disfarçar seus incômodos em uma festa. Porém, mudei minha concepção de tudo isso; que inclusive vale para nós em 2014.

A estrutura para o Mundial é de um nível igual e até mesmo superior aos mundiais já realizados em países desenvolvidos, é de se espantar tamanha qualidade, levando em conta as críticas que a organização do evento sofreram desde sua escolha como sede em 2005. Gostos musicais à parte, a música africana revelou ótimas surpresas, mostrou ao mundo muita coisa que sequer imaginávamos. Qual ideia temos de África? Pobreza, fome, aids, miséria, aparthaid, entre outros. Cade as coisas boas? Há? Pare e pense. É aquele maldito preconceito que, de uma forma ou de outra, culturalmente falando, está inserido em cada um. 
Ao longo do evento, ótimas surpresas me foram mostradas: além dos já consagrados Alicia Keys, Black Eyed Peas (e como sempre, a péssima performance de Fergie, ao vivo) e Shakira (responsável pelo maior momento do show), nos deparamos ainda com Juanes, cantor colombiano de altíssima qualidade, destacando-se ao som de "La Camisa Negra"; Vusi Mashlasela; K'Naan, e a agradabilíssima surpresa The Partolones, banda sul-africana mais conhecida na Alemanha (?), por incrível que pareça.

Espetáculos à parte, a África do Sul ainda dá seu vexame com a violência, assunto que deveremos ter cuidado quando chegar a nossa vez. Assaltos realizados dentro dos próprios hotéis das equipes participantes. No mínimo vergonhoso.

Mas a festa em si foi fantástica, e em breve, mais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Brasil fora da rota latina.

O Brasil é um país de dimensões continentais como todos sabem, porém, obviamente, excluídos geograficamente. Somos o único país da América Latina de fala portuguesa. E o quanto isso me traz indagações. A começar pela literatura: nos países vizinhos, temos autores incríveis, livros que poderíamos ter acesso facilmente se não fosse o relaxo das editoras brasileiras, ou o mero preconceito que os brasileiros tem com países hispânicos. É uma pena que são poucos os que procuram agir sobre isso, se é que existe alguém que se mexa quanto a essa exclusão que é completamente desnecessária, levando em conta que todos os países tem lá suas riquezas intelectuais. Porém não é só o Brasil que está nessa rota, já que nossos livros (a não ser do pseudo-autor Paulo Coelho) não chegam tão facilmente às prateleiras latinas. É até apavorante imaginar isso; por mais desesperador que seja o relaxo das editoras brasileiras em relação a isso, é muito maior o relaxo das editoras latinas que pouco se preocupam em levar nossa cultura a suas livrarias.

E quanto à música? Quanta diferença! Latinos que não suportam o português e brasileiros que não suportam o espanhol. Os dois idiomas são facilmente aprendidos e sinceramente não encontro explicação para tal rejeição.
O que sabemos de Gloria Trevi? Luis Miguel? Juan Gabriel? Todos ícones da música latina. Gloria Trevi, mais conhecida no Brasil pelos seus escândalos judiciais; Luis Miguel (meramente ignorado a não ser por novelas da Globo que às vezes se lembram); mas o que mais me assusta é a ignorância quanto a Juan Gabriel. Começo explicando com uma pergunta: conhecem Roberto Carlos? Conhecido como o Rei? Então... Luis Miguel não é nada mais do que o Rei da Música Latina, e simplesmente ignoramos esse fato. Não importa o estilo do cantor (que honestamente não faz meu tipo), mas não temos como passar desapercebidos diante de tal fato. Os CD's latinos não chegam às lojas brasileiras por mero preconceito nosso, já que simplesmente rejeitamos esse tipo de música, simplesmente por serem cantados em espanhol; a não ser por dispensáveis exceções como os Menudos, ou o fenômeno passado RBD. Aqui ignoro a colombiana Shakira pelo simples fato da americanização da cantora que já fugiu muito de seu estilo latino que tanto levava a sério.
Faço o desafio que alguém se arrisque a ouvir algo latino e depois me conte.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quando o excêntrico ultrapassa a música.

Aconteceu nesta terça-feira (16) de carnaval a mais importante premiação da música britânica, os Brit Awards 2010. Obviamente, premiação que celebra a música britânica em seus mais diversos aspectos; porém, a grande vencedora do evento vive bem longe do Reino Unido, falamos de Lady GaGa, cantora mais conhecida e comentada pelo seu visual extravagante do que pela sua própria música.

Falando de premiações musicais em geral, a cantora americana passa longe de receber muitas indicações (se formos comparar com grandes nomes atuais como Beyoncé, Britney Spears, The Black Eyed Peas, entre outros), muito menos tem muitos troféus em sua estante. Mas por que? O álbum The Fame, primeiro álbum da estranha cantora retrata a realidade do verdadeiro mundo da fama, o glamour inexistente, o que os artistas são capazes para alcançar a tal fama. Porém, analisando inúmeras críticas, vejo que poucos são os que veem isso: "só quer chamar atenção", "por que essas roupas?", "chocante!"; sim, ela é tudo isso. Arte, voz, música, estilo. Vejo inúmeros álbuns superficiais que são extremamente elogiados pela crítica, extremamente desconexo!

Qual a lógica das premiações? Sinceramente não vejo conexão. Se paramos para analisar, os Brit Awards e o Grammy Awards são os únicos prêmios que de fato considero sérios e democráticos, pois os outros, como o Video Music Awards, Europe Music Awards, America Music Awards, entre outros são extremamente levados por fanatismo. O que os fãs entendem de música? Entendem de defender suas "divas" com unhas e dentes sem levar em conta a verdadeira arte que está em volta.

Não quero parecer parcial pois sei quando devo ser no mínimo realista, cantoras como Beyoncé com seu álbum I am... Sasha Fierce de fato é um dos melhores que já ouvi da cantora, ainda mais por aliar seu alter-ego com ela própria; o que me impressionou foi o fato da cantora não ser indicada em nenhuma categoria dos Brit Awards desse ano; seria ela uma unanimidade? Creio que a cantora do ano em 2009 levaria as estatuetas que acabaram ficando com Lady GaGa (merecidamente, diga-se de passagem); tanto que as duas aliaram seu talento em duas músicas; mas isso fica para uma próxima discussão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Se é errado...

Não consigo entender uma coisa. Quando algo em nossa vida dá errado, ou quando fazemos uma aposta errada, o que tentamos é não repetir os erros novamente, certo? Errado.
Amar
v.t. Ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem.
(Dicionário Aurélio)
Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo: as mulheres inspiram amor. / Inclinação ditada pelas leis da natureza: amor materno, filial. / Paixão, gosto vivo por alguma coisa.
(Dicionário Aurélio)
Sendo assim, que atire a primeira pedra quem nunca se decepcionou com o famoso sentimento do amor. Por que as pessoas insistem? Pura necessidade? Sentimento desnecessário? Sinceramente, fica a dúvida.
Certos são aqueles que aliam amor à força, porque muitos são os que não suportam o sentimento da perda, que é totalmente o oposto da palavra amor. Totalmente desconexo.
É duvidoso, é contraditório, mas ainda procuro o tal do amor que tanto faz mal.