quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O Brasil fora da rota latina.

O Brasil é um país de dimensões continentais como todos sabem, porém, obviamente, excluídos geograficamente. Somos o único país da América Latina de fala portuguesa. E o quanto isso me traz indagações. A começar pela literatura: nos países vizinhos, temos autores incríveis, livros que poderíamos ter acesso facilmente se não fosse o relaxo das editoras brasileiras, ou o mero preconceito que os brasileiros tem com países hispânicos. É uma pena que são poucos os que procuram agir sobre isso, se é que existe alguém que se mexa quanto a essa exclusão que é completamente desnecessária, levando em conta que todos os países tem lá suas riquezas intelectuais. Porém não é só o Brasil que está nessa rota, já que nossos livros (a não ser do pseudo-autor Paulo Coelho) não chegam tão facilmente às prateleiras latinas. É até apavorante imaginar isso; por mais desesperador que seja o relaxo das editoras brasileiras em relação a isso, é muito maior o relaxo das editoras latinas que pouco se preocupam em levar nossa cultura a suas livrarias.

E quanto à música? Quanta diferença! Latinos que não suportam o português e brasileiros que não suportam o espanhol. Os dois idiomas são facilmente aprendidos e sinceramente não encontro explicação para tal rejeição.
O que sabemos de Gloria Trevi? Luis Miguel? Juan Gabriel? Todos ícones da música latina. Gloria Trevi, mais conhecida no Brasil pelos seus escândalos judiciais; Luis Miguel (meramente ignorado a não ser por novelas da Globo que às vezes se lembram); mas o que mais me assusta é a ignorância quanto a Juan Gabriel. Começo explicando com uma pergunta: conhecem Roberto Carlos? Conhecido como o Rei? Então... Luis Miguel não é nada mais do que o Rei da Música Latina, e simplesmente ignoramos esse fato. Não importa o estilo do cantor (que honestamente não faz meu tipo), mas não temos como passar desapercebidos diante de tal fato. Os CD's latinos não chegam às lojas brasileiras por mero preconceito nosso, já que simplesmente rejeitamos esse tipo de música, simplesmente por serem cantados em espanhol; a não ser por dispensáveis exceções como os Menudos, ou o fenômeno passado RBD. Aqui ignoro a colombiana Shakira pelo simples fato da americanização da cantora que já fugiu muito de seu estilo latino que tanto levava a sério.
Faço o desafio que alguém se arrisque a ouvir algo latino e depois me conte.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quando o excêntrico ultrapassa a música.

Aconteceu nesta terça-feira (16) de carnaval a mais importante premiação da música britânica, os Brit Awards 2010. Obviamente, premiação que celebra a música britânica em seus mais diversos aspectos; porém, a grande vencedora do evento vive bem longe do Reino Unido, falamos de Lady GaGa, cantora mais conhecida e comentada pelo seu visual extravagante do que pela sua própria música.

Falando de premiações musicais em geral, a cantora americana passa longe de receber muitas indicações (se formos comparar com grandes nomes atuais como Beyoncé, Britney Spears, The Black Eyed Peas, entre outros), muito menos tem muitos troféus em sua estante. Mas por que? O álbum The Fame, primeiro álbum da estranha cantora retrata a realidade do verdadeiro mundo da fama, o glamour inexistente, o que os artistas são capazes para alcançar a tal fama. Porém, analisando inúmeras críticas, vejo que poucos são os que veem isso: "só quer chamar atenção", "por que essas roupas?", "chocante!"; sim, ela é tudo isso. Arte, voz, música, estilo. Vejo inúmeros álbuns superficiais que são extremamente elogiados pela crítica, extremamente desconexo!

Qual a lógica das premiações? Sinceramente não vejo conexão. Se paramos para analisar, os Brit Awards e o Grammy Awards são os únicos prêmios que de fato considero sérios e democráticos, pois os outros, como o Video Music Awards, Europe Music Awards, America Music Awards, entre outros são extremamente levados por fanatismo. O que os fãs entendem de música? Entendem de defender suas "divas" com unhas e dentes sem levar em conta a verdadeira arte que está em volta.

Não quero parecer parcial pois sei quando devo ser no mínimo realista, cantoras como Beyoncé com seu álbum I am... Sasha Fierce de fato é um dos melhores que já ouvi da cantora, ainda mais por aliar seu alter-ego com ela própria; o que me impressionou foi o fato da cantora não ser indicada em nenhuma categoria dos Brit Awards desse ano; seria ela uma unanimidade? Creio que a cantora do ano em 2009 levaria as estatuetas que acabaram ficando com Lady GaGa (merecidamente, diga-se de passagem); tanto que as duas aliaram seu talento em duas músicas; mas isso fica para uma próxima discussão.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Se é errado...

Não consigo entender uma coisa. Quando algo em nossa vida dá errado, ou quando fazemos uma aposta errada, o que tentamos é não repetir os erros novamente, certo? Errado.
Amar
v.t. Ter amor, afeição, ternura, dedicação, devoção a; querer bem.
(Dicionário Aurélio)
Sentimento apaixonado por pessoa do outro sexo: as mulheres inspiram amor. / Inclinação ditada pelas leis da natureza: amor materno, filial. / Paixão, gosto vivo por alguma coisa.
(Dicionário Aurélio)
Sendo assim, que atire a primeira pedra quem nunca se decepcionou com o famoso sentimento do amor. Por que as pessoas insistem? Pura necessidade? Sentimento desnecessário? Sinceramente, fica a dúvida.
Certos são aqueles que aliam amor à força, porque muitos são os que não suportam o sentimento da perda, que é totalmente o oposto da palavra amor. Totalmente desconexo.
É duvidoso, é contraditório, mas ainda procuro o tal do amor que tanto faz mal.