Acordo, escovo os dentes, vou trabalhar.
(Julgo, julgo, julgo)
Trabalho, me estresso, xingo, almoço, volto para casa.
(Julgo, julgo, julgo)
Volto para casa.
(Julgo, julgo, julgo)
Durmo, janto, vou estudar.
(Julgo, julgo, julgo)
Estudo, me estresso, xingo, como, volto para casa.
(Julgo, julgo, julgo)
Durmo, sonho e julgo.
Eis a realidade de 100% das pessoas. A todo momento estamos julgando. Acordamos e queremos dormir mais, maldito patrão! Trabalho, ordens e mais ordens, filho da puta! Almoço, quem foi a desgraçada que fez essa porra de comida? Estudo, por que raios eu estou estudando essa porra de matéria? Quem é aquela gorda que acabou de passar? Por que aquele magricela está usando essa roupa? Nossa, olha o prato daquele cara, quer engordar mais? Olha aquele casal, ela é muito bonita para ele.
Julgar é fácil, olhar ao redor é sempre fácil, se esconder em meio a mentiras e esquecer dos próprios defeitos é muito fácil. Olhar para todos os lados buscando defeitos e mentiras que na realidade se aplicam a si próprio e a mais ninguém. Frustrações que são descontadas nos outros quando na verdade toda a podridão encontrada em sua volta está dentro de você. Viver sua vida sem se preocupar com a dos outros tornaria tudo mais prático e não haveria tanto ódio propagado aos quatro cantos.
Ao mesmo tempo em que critico quem julga, involuntariamente estou julgando. Julgo! Julgo! Julgo!
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